Eduardo Formado em Publicidade e Especialista em SEO, Eduardo é o responsável pela estratégia e produção de conteúdos da Nomad. Apaixonado por tecnologia e finanças, o seu objetivo é tornar a vida do Global Worker cada vez mais simples.

O que é mercado de ações e como ele funciona?

mercado de acoes

No mercado financeiro, existem diferentes ambientes e estruturas. Um deles é o mercado de ações, uma possibilidade válida para quem deseja investir na renda variável e ampliar o potencial de ganhos da sua carteira de investimentos.

Como o nome indica, esse mercado abrange os ativos negociados na bolsa de valores. Apesar de atrativo, ainda há muito espaço para os brasileiros explorarem esse mercado. Isso porque somente 4,6 milhões investem na renda variável, segundo dados da B3.

Em comparação, a renda fixa tem 12,6 milhões. Por quê? Um dos motivos é a falta de educação financeira, que leva o brasileiro a não guardar nem investir seu dinheiro. Além disso, pode ser difícil entender como a renda variável funciona.

Para desmistificar as informações para você, criamos este artigo completo. Aqui, você vai entender o que é mercado de ações, como funciona e muito mais. Continue lendo para entender.

O que é o mercado de ações?

O mercado de ações é o ambiente de negociação dos títulos e outros ativos emitidos por empresas de capital aberto. Eles representam participações acionárias, isto é, todo investidor se torna acionista.

Todo esse mercado é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além disso, as operações são negociadas na bolsa de valores. No Brasil, é a B3. Nos Estados Unidos, por exemplo, pode ser a NYSE e a Nasdaq.

Uma característica desse ambiente é a volatilidade. Isso significa que os preços dos ativos mudam com frequência. Entre os fatores que geram essa situação estão as mudanças políticas, econômicas e até mesmo nas próprias empresas.

Conceitos importantes do mercado de ações

Antes de investir nesse mercado, é importante entender alguns conceitos relevantes. Confira os principais.

Bolsa de valores

Esse é o ambiente de negociação dos papéis emitidos pelas empresas de capital aberto. Basicamente, é como uma plataforma de negociação de ativos que facilita o contato entre empresas e investidores.

Nesse ambiente, existem dois mercados. Eles são:

  • Mercado primário: é aquele em que as ações são vendidas diretamente da empresa para os investidores. Normalmente, isso acontece na abertura do capital, chamado em Initial Public Offer (IPO), ou Oferta Pública Inicial;
  • Mercado secundário: é aquele em que os investidores negociam entre si.

Empresas de capital aberto

Esse nome é utilizado para designar as companhias que comercializam suas ações na bolsa de valores. Elas precisam seguir várias regras e obter a permissão da CVM para operarem.

A emissão dos papéis que representam as ações é feita pela própria companhia. Qualquer pessoa que adquira um desses títulos se torna acionista. A partir disso, tem a chance de receber proventos, ou seja, uma remuneração.

Esses valores podem ser pagos na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio. A única diferença entre esses dois formatos se refere ao pagamento de Imposto de Renda (IR).

Nos dividendos, o investidor é isento da cobrança de imposto. Isso porque o tributo é pago pela empresa, já que esses valores são lançados na contabilidade da companhia como lucro.

Por sua vez, os juros sobre capital próprio exige o pagamento de IR. Afinal, o dinheiro é contabilizado pela empresa como despesa. Por isso, a isenção é para a companhia. De toda forma, os proventos — quaisquer que sejam — são uma boa forma de obter uma renda passiva.

Tipos de ações

As empresas podem emitir alguns tipos de ações. Elas podem ser:

  • Ordinárias (ON): oferecem direito ao voto nas assembleias. No entanto, a influência nas decisões se efetiva realmente com um grande número de ações. Caso contrário, o impacto será irrelevante. Ainda existe o tag along, que protege o investidor de possíveis alterações no controle empresarial. São determinadas pelo código 3 ao final do ticker. Por exemplo, PETR3;
  • Preferenciais (PN): garantem a prioridade no pagamento dos proventos. Inclusive, isso é garantido em caso de falência ou liquidação da companhia. A identificação é feita pelo número 4, geralmente. Por exemplo, PETR4;
  • Units: são pacotes de ações, que abrangem tanto preferenciais quanto ordinárias. São identificados pelo número 11. Por exemplo, TAEE11.

Abertura de capital

Toda empresa pode abrir capital, desde que cumpra as exigências da bolsa de valores — que são variadas. Ao fazer esse processo de formalização no Brasil, a empresa mostra que atende aos requisitos exigidos pela B3 e pela CVM.

Todos os critérios solicitados são necessários para assegurar que a companhia tem uma estrutura administrativa adequada e de acordo com as regras de compliance. Isso significa que as operações corporativas são conduzidas de forma transparente.

A abertura de capital ocorre pelo IPO. Nesse momento, o preço das ações é definido por um processo chamado bookbuilding. Esse é um estudo realizado antes da abertura de capital para avaliar a empresa, verificar a demanda pelos ativos e definir o valor a ser cobrado dos investidores.

Por sua vez, no mercado secundário, depende da lei de oferta e demanda. Ou seja, quanto mais pessoas procurarem as ações, mais alto será o preço delas. No entanto, o preço dos ativos varia de acordo com vários fatores, como:

  • Nível de endividamento da companhia;
  • Resultados financeiros;
  • Projeções para o setor de atuação;
  • Acontecimentos políticos e econômicos;
  • Notícias que abordam investimentos, fusões e mudanças de governança.

Como é que funciona o mercado de ações?

O mercado de ações é dividido em mercado primário e secundário. Ainda existe o mercado balcão. Apesar de menos conhecido, caracteriza-se por ser um ambiente de negociações de ações e outros ativos. A diferença para a bolsa de valores é a flexibilidade.

Isso porque as regras do mercado balcão são menos rigorosas. Além disso, quando dois investidores negociarem, não existe motivo para que os outros tenham ciência das condições de preço estabelecidas.

Portanto, esse mercado é menos transparente e menos regulamentado. Ainda assim, é uma alternativa para empresas que ficam de fora da bolsa de valores devido ao alto custo de listagem.

Essa mesma estrutura é seguida nas bolsas de valores de outros países. Dessa forma, se você for investir no exterior, já sabe como o processo funciona.

Participantes do mercado de ações

O mercado de ações é composto por, basicamente, 3 agentes. Eles são:

  • Negociadores: são as bolsas de valores, que intermediam as operações financeiras e as trocas de ativos;
  • Reguladores: fiscalizam as negociações para evitar problemas, como o uso de informações privilegiadas por alguns investidores (conhecido como insider trading). Também acompanham as empresas de capital aberto para garantir o cumprimento das exigências. No Brasil, corresponde à CVM;
  • Investidores: são as pessoas físicas e jurídicas que adquirem ações e outros tipos de ativos. São divididos em:
    • Investidores individuais: são as pessoas físicas;
    • Investidores institucionais: são investidores que movimentam bastante o mercado, ou seja, apresentam grande volume de negociações. Por isso, interferem na liquidez da bolsa. Alguns exemplos são fundos de pensão e de investimentos, seguradoras, grandes companhias e hedge funds;
    • Investidores estrangeiros: contempla as pessoas de um país que investem em outro.

Ativos negociados

Apesar do nome, o mercado de ações negocia outros tipos de ativos. Veja quais são os principais exemplos:

  • Ações: representam uma parte do capital de uma empresa. Os investidores têm direito à remuneração e até à participação por meio do voto, dependendo do tipo de papel que possuem;
  • Opções: são contratos que conferem o direito de comprar ou vender um ativo por um preço predeterminado em uma data futura;
  • Exchange traded Funds (ETFs): são os fundos de índice, que buscam a replicação do resultado de um indexador da economia. A estratégia pode investir no Ibovespa, no índice de small caps, no índice Dow Jones etc.;
  • Brazilian Depositary Receipts (BDRs): são títulos negociados no Brasil, mas que têm como referência uma empresa estrangeira. Portanto, são uma maneira de investir no exterior de maneira indireta.

Tipos de oferta

Outro fator relevante para entender sobre o mercado de ações é o tipo de oferta. As possibilidades são:

  • IPO: é a oferta inicial de ações, que lança uma companhia no mercado. Portanto, representa sua abertura de capital;
  • Oferta primária: indica que uma empresa de capital aberto emitirá novos papéis no mercado. Os investidores atuais permanecem com o mesmo capital investido, mas a quantidade de ações aumenta. Isso porque a cotação é um pouco mais baixa. Além disso, novas pessoas podem alocar seu dinheiro na companhia. O objetivo da empresa é captar mais recurso financeiros;
  • Oferta secundária: é quando a empresa oferece ações já existentes, mas que estavam na mão de um dos sócios. O dinheiro captado é repassado para o vendedor dos papéis. Normalmente, acontece no IPO de uma empresa de capital fechado;
  • Follow-on: é a oferta subsequente de ações. Isso acontece quando será feita uma oferta primária. Assim, um acionista relevante pode se desfazer e vender parte de suas ações, realizando o follow-on.

Como faço para entrar no mercado de ações?

Para entrar no mercado de ações, você precisa de uma conta em uma corretora de valores, escolher o ativo e comprá-lo por meio do home broker. Dentro dessas 3 etapas, várias outras precisam ser realizadas, como a análise adequada do papel.

Antes de entrar nos detalhes, é importante que você perceba que o mercado de ações é bastante técnico. Portanto, se você quer entrar nele, precisa estudar e se planejar, inclusive financeiramente.

O primeiro passo é entender a diferença entre renda fixa e variável. O recomendado é começar pela primeira categoria de investimentos, porque ela tem menor chance de perdas. Assim, você pode montar sua reserva de emergência.

Em seguida, é necessário diversificar sua carteira de investimentos. Isso significa ter diferentes tipos e classes de ativos para aumentar a rentabilidade potencial e diminuir o risco.

Aqui, vale a pena pensar também na diversificação geográfica, ou seja, no investimento em outros países. Assim, você tem a chance de potencializar o retorno e ainda fazer hedge. Em outras palavras, proteger o seu capital.

Como isso acontece? A resposta está no investimento em moedas mais fortes do que o real, como o dólar. Historicamente valorizada, a moeda dos Estados Unidos é mais estável quando comparada à brasileira.

Por isso, é uma boa alternativa pensar em aplicar seu dinheiro no exterior. Como consequência, a tendência é a multiplicação do seu dinheiro e a consolidação do seu patrimônio.

Ainda pense no seu perfil de investidor. Ele demonstra a sua tolerância a riscos. Por isso, se for conservador, deve ter um percentual menor de ativos do mercado de ações. Por sua vez, se for arrojado, pode aplicar um montante maior.

Tendo toda essa parte finalizada, está na hora de seguir as etapas que indicamos acima. Confira o que fazer.

Crie uma conta em uma corretora de valores

Escolha a instituição financeira para ter acesso aos ativos de renda variável. Pesquise as diferentes opções e busque a que apresenta melhor custo-benefício. Vale a pena observar que existem corretoras que isentam várias taxas.

Por sua vez, se você for um investidor mais experiente, vale a pena buscar uma instituição que ofereça uma plataforma de negociação (home broker) mais robusta.

Escolha o ativo

Dentro das diferentes opções do mercado de ações, você deve escolher as melhores oportunidades para a sua carteira de investimentos. O ideal é realizar a escolha com base na análise fundamentalista, se o seu foco for o longo prazo, ou na análise técnica, se o objetivo for o curto prazo.

Negocie o ativo pelo home broker

Utilize a plataforma de negociação para comprar e vender o ativo escolhido. Existem pequenas diferenças de usabilidade. No entanto, esse tende a ser um processo simples.

Todas as operações precisam ser feitas durante o horário de funcionamento do pregão eletrônico. No Brasil, ele vai das 10h às 17h. Porém, ainda existem as negociações after market, das 17h30min às 17h.

Por sua vez, as operações do índice futuro do Ibovespa e dos juros futuros vão das 9h às 17h55min. Já o dólar futuro pode ser negociado das 9h às 18h.

Se optar por investir no exterior, deverá verificar o horário do pregão das outras bolsas de valores. Vale a pena saber que você também precisará de uma conta em corretora de valores estrangeira, como a Interactive Brokers.

Por fim, será necessário contar com uma plataforma de transferências internacionais, como a Nomad. Assim, você consegue enviar e receber dinheiro do exterior de forma descomplicada e sem burocracia.

Dessa forma, você entende o que é mercado de ações e consegue aplicar seu conhecimento. Apesar desse segmento não ser indicado para investidores iniciantes, é uma boa oportunidade de educação financeira, a fim de potencializar sua rentabilidade e obter bons resultados.

Então, está preparado para investir no exterior? Conheça a Nomad, entenda como funciona a plataforma e veja por que vale a pena usar os nossos serviços.

Eduardo
Eduardo Formado em Publicidade e Especialista em SEO, Eduardo é o responsável pela estratégia e produção de conteúdos da Nomad. Apaixonado por tecnologia e finanças, o seu objetivo é tornar a vida do Global Worker cada vez mais simples.