Eduardo Sena Formado em Publicidade e Especialista em SEO, Eduardo é o responsável pela estratégia e produção de conteúdos da Nomad. Apaixonado por tecnologia e finanças, o seu objetivo é tornar a vida do Global Worker cada vez mais simples.

Como fazer Imposto de Renda sobre investimentos?

como declarar investimentos no imposto de renda

Sempre que você aplica seu dinheiro, precisa se preocupar com o Imposto de Renda sobre investimentos. Afinal, fazer a declaração correta é uma obrigatoriedade. Caso contrário, seu CPF pode cair na malha fina e você pode se complicar, tendo que pagar multas.

O problema é que existem vários detalhes a observar. Isso porque as diferentes categorias de investimentos exigem cuidados específicos. Portanto, esse também é um processo de educação financeira.

Por isso, vamos mostrar o que fazer neste post. Que tal saber mais?

Como funciona o Imposto de Renda sobre investimentos?

O Imposto de Renda sobre investimentos funciona de maneira diferente na renda fixa e na renda variável. Entenda os principais detalhes.

Recolhimento mensal de IR

Existem alguns investimentos da renda variável que exigem o recolhimento do IR pelo próprio investidor. Esse é o caso de:

  • Ações;
  • Fundos imobiliários;
  • Fundos de índice (Exchange Traded Funds, ou ETFs);
  • Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro);
  • Contratos de derivativos, com exceção do Swap.

Para fazer o recolhimento do imposto, calcule quanto deverá ser pago para a Receita Federal. Então, acesse o Sicalcweb e selecione “Cálculo e emissãod e DARF online de tributo e contribuições da pessoa física”.

O próximo passo é clicar em “Preenchimento rápido”. Então, insira as informações, emita o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) e faça o pagamento. O prazo é o último dia útil do mês seguinte ao do investimento. Por exemplo, se o investimento for em fevereiro, o procedimento deve ser feito em março.

IR na renda fixa

Os títulos da renda fixa seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda. Portanto, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor é a alíquota incidente. Veja como fica:

  • Até 180 dias: 22,5%;
  • De 181 a 360 dias: 20%;
  • De 361 a 720 dias: 17,5%;
  • A partir de 721 dias: 15%.

Apesar dessas aplicações financeiras servirem para a formação de reserva de emergência, o ideal é deixar o dinheiro investido pelo máximo de tempo possível. Dessa forma, você paga menos.

A vantagem é que o IR é recolhido na fonte. Ou seja, você não precisa fazer nada, porque o desconto ocorrerá no momento do resgate.

Ainda há títulos com isenção do pagamento do tributo. É o caso das debêntures incentivadas, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs).

IR na renda variável

Se você investe na bolsa de valores, o procedimento é mais complexo, porque depende do ativo envolvido. Portanto, as regras mudam. Confira os principais detalhes.

Ações

Nesse caso, o investidor está isento do pagamento de imposto se fizer a venda de ações em valor limitado a R$ 20 mil. Se ultrapassar essa quantia, é preciso considerar o tipo de remuneração.

Os dividendos são isentos do pagamento de tributo — pelo menos, no Brasil. Por sua vez, se for ganho de capital ou juros sobre capital próprio, a taxa é 15%.

A diferença é que, no ganho de capital, o investidor tem a obrigação de fazer o recolhimento. Por sua vez, nos juros sobre capital próprio, o tributo é retido na fonte.

Contratos de derivativos

No mercado futuro, a termo e opções, a alíquota é de 15% sobre o ganho. Aqui, não existe a isenção de R$ 20 mil por mês. Por sua vez, há a possibilidade de compensar perdas. Ou seja, se você teve prejuízos de R$ 1 mil e ganhou R$ 2 mil, pagará o tributo sobre R$ 1 mil, apenas.

Já nas operações de swap, a regra é a mesma da renda fixa. Portanto, a alíquota é regida pela tabela regressiva e aplicada somente sobre a rentabilidade. Além disso, o imposto é retido na fonte.

Day trade

As operações de curtíssimo prazo —que duram apenas alguns minutos ou horas — são tributadas em 20% sobre os ganhos, sem isenção. Também existe a compensação de perdas, mas essa regra só vale entre day trade.

Outro detalhe relevante é que 1% do lucro é retido na fonte. Dessa forma, você deve pagar somente 19%. Ainda considere o custo de negociação, porque as taxas de corretagem entram no cálculo do lucro.

Fundos de investimento

O Imposto de Renda sobre fundos de investimento varia conforme a classificação do fundo. Em alguns casos, ainda existe o come-cotas. Essa é uma antecipação do IR feita a cada 6 meses. Quando aplicado, há uma redução no número de cotas do investidor.

Qual o valor do Imposto de Renda sobre investimentos?

O valor do Imposto de Renda sobre investimentos depende da categoria. Na renda fixa, varia de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias). Na renda variável, fica entre 15% e 20%, dependendo do tipo da aplicação financeira.

Por sua vez, nos investimentos no exterior, a tabela é a seguinte:

  • Menos de R$ 5 milhões: 15%;
  • Entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões: 17,5%;
  • Entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões: 20%;
  • Mais do que R$ 30 milhões: 22,5%.

Como é cobrado o IR sobre CDB?

A cobrança do Imposto de Renda sobre o Certificado de Depósito Bancário (CDB) segue a tabela regressiva. Portanto, varia de 22,5% a 15%, conforme o tempo de aplicação do dinheiro. Além disso, o recolhimento do tributo é feito diretamente na fonte. Ou seja, o abatimento ocorre no momento do resgate, sem que você precise se preocupar.

Como declarar os investimentos no Imposto de Renda?

Para declarar os investimentos no Imposto de Renda, também é preciso observar a classe de ativos. Acompanhe as orientações a seguir.

Renda fixa

Para saber como funciona Imposto de Renda sobre investimentos de renda, comece declarando quanto investiu. Assim, faça o seguinte:

  1. Clique na ficha “Bens e direitos”;
  2. Selecione o grupo “04 – Aplicações e investimentos”;
  3. Escolha o código “02 – Títulos públicos e privados sujeitos à tributação (Tesouro Direto, CDB, RDB e outros)”;
  4. Indique o tipo de investimento realizado, número da conta e o nome e o CNPJ da instituição financeira no campo “Discriminação”;
  5. Coloque os valores relativos ao último dia do ano da declaração e do ano anterior. Insira essa informação nos campos “Situação em”.

Depois, informe para a Receita Federal quanto foi obtido em forma de rentabilidade. Para isso:

  1. Selecione a ficha “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva”;
  2. Escolha o código “6 – Rendimento de aplicações financeiras”;
  3. Insira o CNPJ da instituição financeira em “CNPJ da fonte pagadora”;
  4. Digite o total dos rendimentos em “Valor”.

Renda variável

Por sua vez, como funciona o Imposto de Renda sobre investimentos da renda variável? O processo de declaração deve ser feito de acordo com a classe de ativos. Confira as possibilidades.

Ações

  1. Acesse a ficha “Bens e direitos”;
  2. Selecione o código “31 – Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica)”;
  3. Coloque a quantidade de ações, o nome da companhia emissora do papel, seu ticker e CNPJ no campo “Discriminação”. Você também pode indicar a corretora de valores utilizada;
  4. Insira os valores nos campos “Situação em”.

Fundos de investimento imobiliários (FIIs)

  1. Escolha a ficha “Bens e direitos”;
  2. Selecione o código “73 – Fundo de investimento imobiliário”;
  3. Indique a quantidade de cotas, o nome e o CNPJ do fundo, o CNPJ da administradora e a corretora utilizada;
  4. Sinalize os valores no campo “Situação em”;
  5. Digite o CNPJ do do fundo no campo indicado.

Opções e outros ativos

  1. Acesse a ficha “Bens e direitos”;
  2. Selecione o grupo “04 – Aplicações e investimentos”;
  3. Escolha o código “04 – Ativos negociados em bolsa no Brasil (BDRs, opções e outros – exceto ações e fundos)”;
  4. Informe as quantidades, as séries e as datas de vencimento, quando for o caso. Lembrando que cada série deve ser um item diferente na ficha “Bens e direitos”;
  5. Insira as posições nos campos “Situação em”, sempre colocando o custo de aquisição.

Rendimentos

Para dividendos, faça o seguinte:

  1. Acesse a ficha “Rendimentos isentos e não tributáveis”;
  2. Escolha o código “9 – Lucros e dividendos recebidos pelo titular e pelos dependentes”;
  3. Preencha os dados de tipo de beneficiário, beneficiário, CNPJ da fonte pagadora, nome da fonte pagadora e valor.

Para juros sobre capital próprio, o processo é diferente. Veja:

  1. Entre na ficha “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva”;
  2. Selecione a opção “10 – Juros sobre capital próprio”;
  3. Preencha o restante dos campos.

Por sua vez, para os rendimentos de FIIs, é preciso executar os seguintes passos:

  1. Acesse a ficha “Rendimentos isentos e não tributáveis”;
  2. Escolha a opção “26 – Outros”;
  3. Preencha o restante dos campos, como indicado anteriormente.

Investimentos no exterior

Se a sua carteira é diversificada e você tem ativos no exterior, declare os bens da seguinte forma:

  1. Clique na ficha “Bens e direitos”;
  2. Escolha o grupo “01- Bens imóveis” e o código correspondente (11 para apartamento, 12 para casa etc.). Se for um automóvel, selecione “02 – Bens móveis” e o código “01 – Veículo automotor”;
  3. Especifique o país do investimento no campo “Localização (país)”. Para imóveis, coloque o custo de aquisição e só altere esse valor se houver melhorias estruturais. Por sua vez, nos investimentos, deverá ser considerado o valor aplicado com o câmbio do dia da operação.

Em caso de ganho de capital, é preciso fazer a declaração mensal no Programa da Receita Federal de Ganhos de Capital (GCAP). Então, basta importar os dados.

Em relação aos rendimentos do exterior, é preciso fazer o recolhimento pelo Carnê Leão. Na declaração do IR, acesse a ficha “Rendimentos tributáveis recebidos de PF/exterior” e insira os dados como já indicado.

Agora, você sabe o que fazer para declarar o Imposto de Renda sobre investimentos. Mais do que considerar e executar esse processo, é importante verificar quais aplicações financeiras são mais adequadas para o seu caso. Para isso, analise o seu perfil de investidor e os objetivos que deseja alcançar.

E você, quer continuar se atualizando sobre investimentos e outros detalhes do mercado financeiro? Assine a newsletter da Nomad e receba as informações por e-mail!

Eduardo Sena
Eduardo Sena Formado em Publicidade e Especialista em SEO, Eduardo é o responsável pela estratégia e produção de conteúdos da Nomad. Apaixonado por tecnologia e finanças, o seu objetivo é tornar a vida do Global Worker cada vez mais simples.