Eduardo Sena Formado em Publicidade e Especialista em SEO, Eduardo é o responsável pela estratégia e produção de conteúdos da Nomad. Apaixonado por tecnologia e finanças, o seu objetivo é tornar a vida do Global Worker cada vez mais simples.

Como investir na bolsa de valores? Guia para iniciantes

investir na bolsa de valores

Se você quer ver seu dinheiro render e se multiplicar, está na hora de saber como investir na bolsa de valores. Os ativos que fazem parte desse mercado integram a chamada renda variável. Mais arriscada, essa categoria também implica maior potencial de retorno — especialmente, no longo prazo.

Aqui, a primeira coisa a saber é que todo investimento oferece riscos, mesmo os mais conservadores. A diferença é que a aplicação do capital na bolsa de valores permite potencializar a sua rentabilidade, ou seja, os seus ganhos.

Então, como investir na bolsa de valores para iniciantes? Neste guia completo, vamos explicar o que você precisa fazer para comprar e vender ativos de forma correta tanto no Brasil quanto no exterior. Continue lendo!

O que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores é o ambiente do mercado financeiro em que são negociados ações de empresas de capital aberto, títulos imobiliários, entre outros. Por exemplo, títulos de renda fixa, cotas de fundos de investimentos, commodities e ações.

No Brasil, a bolsa de valores é a “Brasil, Bolsa e Balcão”, também popularmente conhecida como B3. No exterior, duas das principais são a NYSE e a Nasdaq, que operam nos Estados Unidos. No entanto, outros países do mundo também têm a sua entidade financeira do mercado de capitais.

Assim, as bolsas de valores permitem investir no exterior, desde que você siga as regras estabelecidas. Assim, também é possível diversificar a carteira, já que essa é a regra de ouro do mercado financeiro.

Ou seja, você forma um portfólio de ativos variado, em vez de “colocar todos os ovos em uma cesta”. O que isso significa, na prática? A redução do risco da carteira com a potencialização da rentabilidade.

Portanto, saber o que é investir na bolsa de valores passa por entender que essa é mais uma possibilidade oferecida pelo mercado financeiro. Ainda assim, existem vários riscos ao fazer esse tipo de investimento.

É muito difícil investir na bolsa de valores?

Para quem nunca aplicou seu dinheiro em ações, esse movimento pode parecer bastante complicado. Porém, tudo pode ser mudado com a ajuda do conhecimento e da educação financeira.

Para começar, vale a pena ter alguma experiência com investimentos, mesmo que sejam da renda fixa. Isso permite ter uma proximidade maior com o mercado e entender alguns conceitos básicos. Entre eles estão:

  • Ativo: é um produto financeiro comercializado em algum ambiente de negociação. No caso da bolsa de valores, o mais expressivo são as ações, que representam partes de uma empresa. Ainda existem outras possibilidades;
  • Diversificação: como explicamos antes, é o ato de escolher diferentes tipos de ativos para diminuir os riscos da carteira e aumentar o potencial de retorno;
  • Volatilidade: são as oscilações de preço dos ativos. No caso da bolsa de valores, isso ocorre com frequência. Portanto, a volatilidade é elevada, o que torna o risco maior em relação a outros investimentos;
  • Home broker: é a plataforma de negociação oferecida pela corretora de valores. Ou seja, todas as negociações de compra e venda de ativos ocorre por meio dessa ferramenta;
  • Perfil de investidor: é uma classificação que indica o seu nível de tolerância ao risco. Os principais são conservador (prefere a segurança), moderado (busca o equilíbrio entre risco e retorno) e arrojado (prioriza a rentabilidade). Qualquer uma dessas classificações pode investir na bolsa de valores.

Portanto, não é difícil investir na bolsa de valores, mesmo sendo iniciante. Porém, é preciso tomar alguns cuidados para evitar prejuízos.

Quais cuidados tomar antes de investir na bolsa de valores?

Para evitar os riscos de investir na bolsa de valores, é fundamental adotar alguns cuidados. Os principais são os seguintes:

Tenha uma reserva de emergência

Ter uma reserva de emergência é primeiro passo antes de investir qualquer valor. O ideal é que você tenha guardado por volta de 6 meses do seu salário para cobrir qualquer imprevisto financeiro, como o desemprego ou um tratamento de saúde.

Conheça seu perfil de investidor

Saiba qual é seu perfil de investidor é muito importante. Isso não significa que você não deva investir em outros ativos. No entanto, é uma boa indicação de como sua carteira deve ser formada. Assim, se você se identifica com o perfil conservador, é recomendado ter uma porcentagem maior na renda fixa. Por sua vez, quem é arrojado, deve aplicar mais na renda variável.

Escolha uma corretora confiável

Para investir, você precisa de uma instituição financeira para intermediar a operação. Busque a alternativa com o melhor custo-benefício. Procure ler avaliações de usuários na internet e preze sempre pela agilidade e segurança.

Saiba interpretar os indicadores financeiros

Na bolsa de valores, é fundamental entender os métodos de análise. Assim, você compreende o histórico da empresa e projeta seu desempenho futuro.

Evite cair em promessas

É impossível dar qualquer garantia de retorno na bolsa de valores. Por isso, sempre desconfie caso alguém ofereça essa possibilidade. Busque seguir profissionais sérios, que emitem suas opiniões e que não façam recomendações de compra.

Foque no longo prazo

Muitas pessoas optam pelo curto prazo na hora de investir na bolsa de valores. Eles são os traders. Apesar de ser uma alternativa, você tende a ganhar mais em um período mais longo. Isso porque os juros compostos garantem uma rentabilidade elevada e você tem tempo para recuperar possíveis perdas que acontecerem pelo caminho. 

Agora que você viu todos esses cuidados, está na hora de saber como investir na bolsa de valores e se vale a pena fazer isso.

Como investir nesse mercado?

Saber como investir na bolsa de valores passa por uma série de etapas tanto no Brasil quanto no exterior. Em seguida, vamos apresentar as principais para entrar nesse mercado.

Abra uma conta em uma corretora de valores

Você precisa ter acesso a um home broker para investir. Ele é oferecido pelas corretoras de valores ou bancos de investimentos. Por isso, analise as opções do mercado e escolha aquela que achar melhor.

Perceba que essa escolha é individual, mas é importante prestar atenção aos valores cobrados. Afinal, a sua decisão deve se basear no custo-benefício. Ou seja, selecionar a melhor instituição financeira com as taxas mais baixas.

Então, quais custos observar? Os principais são:

  • Taxa de corretagem: incide para realizar as operações na bolsa de valores. Muitas corretoras isentam esse pagamento, mas algumas ainda o cobram;
  • Taxa de custódia: serve para custear o armazenamento dos ativos na sua conta. Também há isenção em várias instituições financeiras.

Além desses custos, também analise a confiabilidade e o atendimento oferecido pela corretora. Inclusive, se ela for do exterior. Uma alternativa para investir na bolsa de valores dos Estados Unidos é fazer a sua conta na Interactive Brokers.

Então, você precisa apenas saber como converter dólar em real para receber os lucros. Nesse caso, basta contar com o auxílio de uma plataforma de transferências internacionais sem burocracia e com a melhor taxa, como a Husky.

Avalie os ativos mais adequados ao seu perfil de investidor

Você pode escolher ações ou outros tipos de ativos, como os fundos de investimento. No primeiro caso, você pode investir na B3 focando 3 tipos de estratégias:

  • Day trade: são operações que duram curtíssimo prazo. Isso porque começam e encerram no mesmo pregão. O objetivo é lucrar com a volatilidade do mercado;
  • Swing trade: são transações que duram alguns dias ou semanas. O objetivo também é potencializar a rentabilidade devido às oscilações de preços;
  • Longo prazo: é a estratégia mais indicada para quem deseja formar patrimônio. Afinal, permitem recuperar possíveis perdas. Ainda recebem os benefícios dos juros compostos.

Para investir no exterior, você pode atuar de maneira direta ou indireta. Como isso acontece? Vamos explicar.

Você pode investir em Brazilian Depositary Receipts (BDRs) ou Exchange Traded Funds (ETFs) diretamente na B3. Ou seja, esses ativos são emitidos e negociados no Brasil. Porém, seu lastro está no exterior.

Isso permite que você diversifique a carteira e tenha um potencial de rentabilidade um pouco maior do que quando expõe seu capital somente aos ativos nacionais. Por outro lado, essa alternativa ainda é limitada, já que tem poucas opções de títulos.

Por sua vez, a maneira direta implica abrir uma conta em uma corretora de valores estrangeira. Nesse caso, você terá acesso ao mercado internacional e poderá escolher os ativos que desejar. Ou seja, você compra a ação das empresas sem precisar de um título que faça esse lastro.

Assim, você diversifica mais a sua carteira — inclusive, devido à questão geográfica. Essa exposição maior gera um potencial de ganhos mais elevado. Afinal, seus ativos estão expostos a indicadores internacionais, como o Índice Dow Jones. Por fim, você sabe como investir em dólar tendo liberdade de escolha.

Além das ações (stocks), o mercado estrangeiro também tem os Real Estate Investment Trusts (REITS), que são semelhantes aos fundos imobiliários. Ainda existem os ETFs, que são fundos de índice.

De toda forma, você precisará de uma plataforma de transferências internacionais para enviar o dinheiro e receber os ganhos. Afinal, é necessário fazer a conversão da moeda. Assim, você sabe como receber em dólar morando no Brasil.

Aplique seu capital pelo home broker

Utilize a plataforma da corretora de valores para investir seu dinheiro. Você poderá fazer diferentes operações — e vai conhecê-las de forma mais aprofundada conforme conquistar experiência.

Invista seu dinheiro e aguarde a operação. Se optar pelo day trade ou swing trade, é preciso fazer um acompanhamento diário. Inclusive, recomenda-se ficar o tempo todo com atenção ao pregão da bolsa. Além disso, cuide com as taxas e os impostos cobrados.

Caso opte pelo longo prazo, deixe o dinheiro render e mantenha a disciplina. Evite o desespero, caso veja alguma perda. Isso tende a ser compensado com o passar do tempo.

Tome suas decisões de investimento de forma fundamentada

Seja na B3, ou em qualquer outra bolsa de valores do exterior, é importante tomar suas decisões com base em análises. Elas mudam de acordo com o seu foco no curto ou longo prazo. Veja quais são as possibilidades e as diferenças:

  • Análise técnica: também chamada de análise gráfica, utiliza gráficos para prever o movimento dos ativos no curto prazo. Ou seja, você consegue identificar o melhor momento para comprar ou vender uma ação;
  • Análise fundamentalista: é voltada para o longo prazo. Para tomar a decisão, são utilizados relatórios empresariais, balanço patrimonial, demonstrações financeiras (como a de resultado do exercício) e mais. Assim, você descobre qual é o “valor justo” da ação para saber se vale a pena comprar o ativo pelo preço cobrado na atualidade.

Quanto custa uma ação?

O preço de uma ação varia de acordo com a empresa, a situação da companhia e do mercado, e vários outros fatores. Portanto, não existe limite mínimo nem máximo. No entanto, a negociação costuma ser feita em lotes de 100 ações. Assim, você deve multiplicar essa quantidade pelo valor de negociação.

Por exemplo, se cada ação estiver a R$ 20, você terá que investir R$ 2.000. Agora, se você quer saber como investir na bolsa de valores com pouco dinheiro, saiba que é possível. Isso porque existem os chamados lotes fracionados.

Eles são negociados no mercado secundário, ou seja, entre investidores. Assim, é possível adquirir entre 1 e 100 ações. Tudo depende do seu orçamento disponível. Essa medida é válida tanto para o Brasil quanto para o exterior.

Qual o valor mínimo para começar a investir na bolsa de valores?

O valor mínimo para começar a investir é o equivalente a uma ação na bolsa de valores, que varia de acordo com os fatores já mencionados. Portanto, não existe uma quantia específica. Aliás, esse é um dos motivos que mostram que investir na bolsa de valores vale a pena.

Qual a melhor corretora para investir na bolsa de valores?

A escolha da corretora de valores deve ser embasada nos critérios apresentados antes. Algumas das corretoras de valores mais conhecidas no Brasil são:

  • Toro Investimentos;
  • Rico;
  • XP Investimentos;
  • Clear;
  • Modalmais;
  • BTG Pactual.

No exterior, algumas das corretoras disponíveis são:

  • Interactive Brokers;
  • Passfolio;
  • TD Ameritrade;
  • Stake;
  • Tastyworks.

Lembre-se que, nesse último caso, é necessário ter uma plataforma de transferências internacionais, como a Husky. Dessa forma, você envia e recebe dinheiro do exterior com o máximo de transparência e segurança.

Com todas essas informações, você já sabe como investir na bolsa de valores brasileira e de outros países. Agora é só abrir a sua conta na corretora e escolher os seus ativos. Tenha em mente todas as dicas apresentadas para manter a disciplina e o foco.

Assim, você saberá lidar com as adversidades e terá uma boa rentabilidade no longo prazo. E você, quer aproveitar para conhecer uma plataforma de transferências internacionais que ajude a converter as moedas nos seus investimentos estrangeiros? Acesse o site da Husky, faça uma simulação e veja por que vale a pena usar o serviço.

Eduardo Sena
Eduardo Sena Formado em Publicidade e Especialista em SEO, Eduardo é o responsável pela estratégia e produção de conteúdos da Nomad. Apaixonado por tecnologia e finanças, o seu objetivo é tornar a vida do Global Worker cada vez mais simples.